3 de novembro de 2016

PELOS VENTOS DE MAIS UM OUTONO




PELOS VENTOS DE MAIS UM OUTONO


Pelo plissar do ano bailam mui folhas
Em verdes ocres e mais carmins lacres
Que brotam parras d´uma estação d´oiro
Vento e molhas de muitas chamas
Clamam pelo teu busto presente loiro
Em moldura singela de tão olhares.
Árvore tão desnuda que tateio minuciosamente,
Pois, não quero perder o gosto à primavera
E desejo sempre o inverno atenuar.
Sabor a vida que delicio sofregamente,
No único cálice, néctar divino.
Ápice que concedes, refrescar de verão,
Em goles de outono.
Brocado de quimera
Que o vento não te leve,
Pois, é mui calmo sono.
Uva moscatel que guardo em coração,
Navego em teu batel meu terno amar.
Sei que nada me pedes,
Mas, eu te peço: ama-me...
Enquanto ainda não chove;
Sabes, o que me consome é o frio, aquele gelo!
Abraça-me... pelo todo que sempre medes,
Quero ser o teu zelo
Pelos ventos de mais um outono. 

© RÓ MAR


25 de junho de 2016

SELO A ESTRELA




SELO A ESTRELA


levar-te-ei nos lábios a sombra das palavras, 
mas nos braços... levar-te-ei todas as letras, 
num postal de correio quando o natal 
amanheça de novo 
na vontade de um mundo 
que seja como selo 
a estrela!...

 Ana Carvalhosa


16 de junho de 2016

O TEMPO TEM PERENE SABOR A OURO-LUME


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O TEMPO TEM PERENE SABOR A OURO-LUME


O campo move-se em torno da abóbada firme,
O sol espelha-se à face de um vento de trigais,
A vida trepa pelo solo em flor de um perfume
Silvestre e afirma-se pelos madrigais…

Que contemplam a essência natureza
E espelham-se à luz de outras tais poesias…
A vida sente-se ao coração e eleva sua beleza
Pelas almas que escutam boas energias.

O tempo não poderia ser melhor,
A vida espelha-se à estrela maior,
O universo cresce em toda a natureza.

O campo move-se em torno da abóbada firme,
O céu espelha-se à terra de tamanha realeza,
O tempo tem perene sabor a ouro-lume.

© RÓ MAR