18 de outubro de 2017

DEIXA-ME SONHAR ESTA NOITE: ROSAS AMARELAS


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DEIXA-ME SONHAR
ESTA NOITE: ROSAS AMARELAS


Esta noite vou abrir minhas janelas
E sonhar com as rosas amarelas.
As rosas amarelas, cor dos girassóis,
Esta noite vão fletar meus lençóis.

As rosas amarelas e sua essência 
Esta noite vão querer-me embalar
E sonhar eu vou com um outro luar.
Esta noite quero-te louco em poesia.

As rosas amarelas vou querer amar
E sonhar um amante quase que perfeito.
Esta noite há luz que brilha meu peito,
As rosas amarelas, ritmo no teu bailar.

Esta noite vou querer-te abraçar
E sonhar que um dia vamos casar.
As rosas amarelas: o nosso altar.
Esta noite há alianças para adornar.

As rosas amarelas: buquê que vou levar
E sonhar amar pelas minhas janelas.
Esta noite, a teu lado vou deitar,
No leito as nossas rosas amarelas.

Deixa-me sonhar esta noite: rosas amarelas.

© Ró Mar

29 de setembro de 2017

O PARAÍSO


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O PARAÍSO


O paraíso é a utopia
Que o amor vê na realidade;
O astro que espelha poesia
Em sílabas de paz, naturalidade
Capaz de unir o universo;
O mar e o céu em sintonia
Debuxando o momento 
Em que a essência do ser
Copula com o anil sentimento.

O paraíso é o conceito concebido
À luz da expressão de um prazer.
Tomá-lo realidade de vida 
Perpetuando o teor do instante 
Pela profundeza do ser
É felicidade, ainda que momentânea.
O lugar pleno, mesmo ao lado,
Que ousa exprimir o sécular amor
Só pode ter um nome que inspire arte.

O paraíso é a existência
De corações apaixonados; o meu verso
Enroscado em pequenas letras tal a gente
Que sonha com um mundo em flor;
O que edifica o céu, luz estrela-alva,
De um mar que lhe vem à alma. Ah, minha diva 
Que enalteces uma margem mediterrânea
De tão nobre presente, qual ouso descrever!
O poema inatingível a nascer.

© RÓ MAR

3 de novembro de 2016

PELOS VENTOS DE MAIS UM OUTONO




PELOS VENTOS DE MAIS UM OUTONO


Pelo plissar do ano bailam mui folhas
Em verdes ocres e mais carmins lacres
Que brotam parras d´uma estação d´oiro
Vento e molhas de muitas chamas
Clamam pelo teu busto presente loiro
Em moldura singela de tão olhares.
Árvore tão desnuda que tateio minuciosamente,
Pois, não quero perder o gosto à primavera
E desejo sempre o inverno atenuar.
Sabor a vida que delicio sofregamente,
No único cálice, néctar divino.
Ápice que concedes, refrescar de verão,
Em goles de outono.
Brocado de quimera
Que o vento não te leve,
Pois, é mui calmo sono.
Uva moscatel que guardo em coração,
Navego em teu batel meu terno amar.
Sei que nada me pedes,
Mas, eu te peço: ama-me...
Enquanto ainda não chove;
Sabes, o que me consome é o frio, aquele gelo!
Abraça-me... pelo todo que sempre medes,
Quero ser o teu zelo
Pelos ventos de mais um outono. 

© RÓ MAR